Vicky Whyte
Federação SulAmericana de Golf
International Golf Federation
WORLD OF GOLF 2005 -
7ª Conferência Internacional de Golf.
St Andrews, Scotland. -
27 a 29 de abril, 2005.
Agenda
1. Golfe nos Países Emergentes.
2. O Estatuto do Amador.
3. Anti-Doping: Aonde estamos agora?
4. O Campo de Golf auto-sustentável.
5. 2ª Conferência Mundial Juvenil de 2006
6. Golf, o Governo e o Público.
7. 2008 etc. (mudanças nas regras).
8. Nosso Patrimônio.
9. Equipamento
10. O Papel do R&A.
Esta Conferência teve a participação de 135 delegados representando mais de 53 países ou entidades nacionais de golf. E importante lembrar que esta conferência não foi chamada para tomar decisões relativas ao futuro do golf, mas sim para incentivar diálogo e discussões entre os participantes, e também para os dirigentes do R&A e do USGA tomar conhecimentos de algumas idéias e sugestões vindo de outros países.
Estiveram presentes David Harrison, Presidente do R&A, Peter Dawson, CEO do R&A, Fred Ridley, presidente do USGA e David Fay, CEO do USGA, entre muitos outros presidentes e dirigentes nacionais. Da America do Sul estiverem presentes Argentina, Bolivia, Colombia, Ecuador, Peru, Venezuela e a Federação SudAmericana de Golf.
Golfe nos Países Emergentes.
O congresso começou com representantes dos continentes de Africa, Oceânia e Sul America relatando as mudanças dentro do esporte nos últimos anos. Todos concordaram que a presença do R&A dentro de seus países (com ajuda financeira, cursos de regras, doação de tacos, bolas, roupas e máquinas, e tambem com a presença física dos representantes) ajudou muito na divulgação do golfe e na criação de mais golfistas dentro de todos os países. Concordaram tambem que o golfe tem que ser divertido, aberto a todos e mais barato para poder continuar crescendo e que o mais importante é abrir o golfe para os jovens. O delegado da Australia (Domenic Wall) relatou que o golfe está dentro do currículo nas escolas e se ofereceu para ajudar qualquer outro país com um plano de trabalho. A delegada da Espanha (Emma Villacieros) relatou que o governo doou terrenos para a construção de campos de golfe públicos e o campo de Japeri (Rio de Janeiro) foi mencionado tambem como exemplo. O delegado da Suecia tambem falou sobre o programa de golfe dentro das escolas que tem o apóio do governo.
O Estatuto do Amador
David Rickman e Julie Otto do R&A explicaram que no ponto de vista do R&A o jogo dos amadores é para diversão e não para negócios, porem está sendo estudado a idéia de pagamento aos amadores para instrução dentro dos países que tem falta de Pros, dentro das seguintes condições:
1. O PGA deve ser avisado.
2. Terá um limite na quantidade de horas permitidas.
3. A permissào será revisada anualmente.
4. Não será permitido “lend name or likeness.”
Está sendo considerado aumentar o período de castigo de um Pro que tenha experiência dentro dos tours profissionais que deseja voltar a ser amador.
A grande preocupação neste tema foi sobre o prêmio permitido para o Hole in One e os consequentes abusos. Teve ampla debate sobre a idéia do prêmio para o Hole in One cair fora do Estatuto do Amador, com as seguintes possibilidades sendo estudadas:
1. Continuar com a regra atual.
2. Continuar com a regra com redução no período de castigo.
3. Permitir prêmio de qualquer valor.
Os representantes do R&A se mostraram contra a liberação do valor do prêmio
Anti-Doping: aonde estamos agora?
Em 2003 o COI aceitou o WADA (world anti-doping code) que tem uma só lista das substâncias proibidas para todos os esportes, assim se o golfe conseguir entrar nas Olimpíadas tambem vai ter que ser regulada pelo WADA.
A importância para os jogadores serem responsáveis pelos seus próprios atos e as consequencias foi frisado, e tambem a necessidade de todos os países ter seus próprios códigos Anti-Doping. Cada país terá que criar seu próprio código, terá que educar os atletas, fornecer toda informação necessária aos golfistas e tambem fazer os testes anti-doping.
Muitos países já tem seus códigos em funcionamento e.g. Espanha, Portugal, Italia, Australia, França, Suécia, e até agora tiveram pouquíssimos testes positivos.
O Campo de Golfe Auto-Sustentável
Steve Isaac e Tim Taylor do R&A Golf Course Comittee falando sobre o tema dos campos de golfe que não precisam de grandes recursos financeiros sendo o futuro do nosso esporte: “Obter o melhor proveito do campo de golfe em harmonia com a conservação do meio ambiente sob uma gerência econômica e de responsabilidade social.” A maneira de popularisar o golfe é com campos públicos de baixos custos de manutenção. Temos que mostrar que o golfe é um esporte que protege o meio ambiente.
Para mais informações sobre este tema, devemos visitar o site www.bestcourseforgolf.org que tem informação para clubes, federações, agrónomos etc. sobre todos os assuntos relativos a um campo de golfe.
Este site já está traduzido para várias linguas, e o R&A arcará com metade dos custos da tradução para qualquer outra lingua.
2ª Conferência Mundial Juvenil 2006
A Federação Dinamarquesa está convidando para participar deste congresso que será em Copenhagen entre 29 de setembro e 2 de outubro 2006. Para mais informações:
www.dgu.org/worldconference
Golfe, o Governo e o Público
A importância de ter uma imagem positiva do jogo mundialmente, sempre trabalhando em conjunto com o Governo e a mídia.
Beverly Lewis, a Capitã do PGA para o biênnio 2005/2006 falou sobre suas experiências pessoais.
2008 etc
Michael Brown e Grant Moir, ambos do Comitê de regras do R&A, explicaram que terá algumas mudanças no livro de regras de 2008. Algumas já estão encaminhadas enquanto outras estão sendo analisadas. As possíveis mudanças:
1. Regra 27-1: Definição de bola perdida.
2. Regra 1-2: Está sendo estudado uma penalidade menor para um “serious breach”.
3. Decision 4-3/1: Penalidades para quebrar um taco sob estudo.
4. Decision 6-6d/4: Poderá ser mudado a penalidade para o nome errado no cartão.
5. Regra 12-2 e 15-3: Poderá permitir e identificação da bola no hazard.
6. Regra 14-1: Proposta para limitar o comprimento de todos os tacos para 48 polegadas.
7. Regra 14-3: Poderá ser permitido aparelhos para medir distância.
8. Regra 19-2: Proposta para reduzir a penalidade de toque accidental para 1 tacada.
9. Regra 25-2: Proposta para alívio para bola embutida em qualquer parte do campo menos hazard.
10. Regra 28: Bola Injogável, considerando a mudança para poder voltar com a bola para qualquer lugar aonde a bola já foi jogada durante o buraco.
E importante lembrar que esses pontos estão sob estudo e nada foi definido ainda, porem pediram a colaboração de todos os delegados em responder a um questionário sobre estas possíveis mudanças.
Nosso Patrimônio
Peter Lewis, Diretor de Patrimônio do R&A, falando sobre a importância de catalogar e preservar toda a nossa história. Nunca é tarde para começar o processo de conservação e preservação. E importante dar um número para cada peça no arquivo, tirar fotos e guardar tudo no computador. Ele se ofereceu para ajudar a criar um sistema de arquivos para qualquer federação e o contato é: peterlewis@randagc.org
Equipamento
David Rickman do R&A e Steve Rugge do USGA mostrando que as duas entidades estão trabalhando juntos no lado da tecnologia: Desde o Congresso de 2001 acertaram:
1. Acordo sobre os Drivers.
2. Novo teste para Drivers.
3. Novo teste para bolas.
4. Permitido tacos até 48 polegadas (excessão de putters) e limite no tamanho da cabeça do taco.
As duas entidades não estão prevendo mudanças grandes em distância devido as limitações impostos nos tacos e nas bolas. “Regras em conjunto para poder proteger as tradições do golfe. Não estamos querendo um aumento nas distâncias.”
Em 2004 o COR teste foi abolido e foi introduzido o pendulum, vulgarmente chamado de PLINKER, para testar os drivers. Em setembro de 2005 as duas entidades vão introduzir uma lista de “tacos permitidos” em vez de tacos proibidos.
O Papel do R&A
Peter Dawson encerrou a conferência com algumas observações e um curto resumo sobre cada assunto. Ele tambem solicitou idéias e respostas de todos presentes sobre como o R&A poderia continuar ajudando com a divulgação do golfe, na formação de mais golfistas e na construção de mais campos e driving ranges públicos.
Victoria Whyte
Federação SulAmericana de Golf
International Golf Federation
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