Confederação Brasileira de Golfe

Vara stiff ou regular?

01 de fevereiro de 2008

Por Marco Frenette

Todo golfista sabe que as varas de golfe têm variações de flexibilidade. A stiff (s-flex), menos flexível, é para swings mais potentes; a regular (r-flex), mais flexível, é para swings que geram menos velocidade na cabeça do taco, precisando de uma ajuda a mais do “efeito chicote” da vara para compensar esse, digamos, déficit. E tem ainda a vara dos valentes, a extra stiff (x-flex), para swings incrivelmente potentes e ritmados, como é o caso de muitos jogadores do PGA Tour.

Porém, o que muitos não sabem é que esses padrões não são universais. Quer dizer: cada marca escolhe, um tanto aleatoriamente, o que vai chamar de stiff ou regular. Por exemplo, duas varas stiffs da Fujikura encomendadas por marcas diferentes de tacos (digamos, a Adams e a Titleist) terão graus diferentes de flexibilidade, apesar da mesma denominação (sem contar as diferenças no ponto de flexibilidade, no torque, no peso, etc.).

Portanto, um golfista dizer que joga com stiff ou regular não diz muita coisa sobre o flexionamento com o qual está acostumado. Se ele joga com uma stiff feita para a Ping e muda para uma stiff feita para a Callaway – que geralmente municia seus tacos com varas mais moles – ela poderá chacoalhar no downswing como se fosse uma vara de marmelo. Por isso, em muitos casos, o que uma marca chama de stiff pode estar muito próximo do que outra marca chama de regular.

Sendo assim, o conselho é tosco, mas eficiente para propósitos práticos: ignore os selos e experimente vários níveis de flexibilidade, sem preconceito. No fim, opte por aquela vara que lhe dá mais confiança e vôo de bola mais constante (desde que o “constante” não seja os nojentos slices, claro). E não leve a sério quem afirma que todos devem começar com varas regulares. Ora, e se o leigo tiver ombros, pulsos e mentalidade de um boxeador peso-pesado? E se o outro iniciante for magro e pequeno, mas flexível e coordenado como um bailarino espanhol, capaz de gerar boa velocidade na cabeça do taco? Nesses casos, se darão melhor conhecendo o encantador mundo do golfe com uma vara stiff nas mãos – até para não acharem que seus tacos são feitos de manteiga, e que o golfe é feito para gente delicada demais.

O colunista é escritor, golfista e editor da revista Golf Life

O ponto de vista dos colunistas não expressa necessariamente a opinião da CBG

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