Confederação Brasileira de Golfe

Time brasileiro pronto para a Copa Los Andes

24 de novembro de 2009

Por João Carlos Godoy

O foco dos golfistas Felipe Navarro (RJ), Daniel Stapff (PR), Ivo Leão (PR), Guilherme Oda (SP), Rafael Becker (SP), Cecília Kleinert (SP), Nathalie Silva (SP), Livia Amado, Geandra Zimmer (SC) e Clara Teixeira (RJ) é um só: o 64º Sul-Americano de Golfe – Copa Los Andes, competição que acontecerá de 25 a 28 de novembro no Yatch y Golf Club Paraguayo, localizado em Lambaré, no Paraguai. O time brasileiro conta com recursos da Lei de Incentivo ao Esporte (lei nº 11.438), do Ministério dos Esportes, para paricipar do torneio.

Trata-se de uma das mais importantes e tradicionais competições de golfe amador do continente, de onde sairá o país campeão sul-americano por equipes na categoria masculina e feminina. O Brasil tem tudo para conquistar bons resultados. “Estamos com um dos times mais fortes dos últimos tempos”, analisa Vicky Whyte, vice-presidente técnica da Confederação Brasileira de Golfe (CBG), que acompanha o grupo como delegada da equipe.

Os times brasileiros já estão no Paraguai. Na segunda-feira, enfrentaram um calor de mais de 40º C no primeiro dia de treino. Nesta terça-feira dia 24 treinam novamente. É também quando acontece a cerimônia de abertura e fotos oficiais. O primero dia de jogo acontece na quarta-feira de 25.

Também fazem parte da delegação brasileira o gaúcho Octavio Villar, como capitão da equipe masculina; a paulista Lucia Guilger, capitã do time feminino, e John Byers, diretor de regras da CBG, que atuará como árbitro na competição, convidado pela Federação Sul-Americana de Golfe.

Do lado masculino, no time brasileiro, composto por atletas de peso, responsáveis por grandes conquistas no esporte, o que não falta são boas expectativas. O paranaense Daniel Stapff, por exemplo, atual campeão brasileiro amador, esbanja positivismo. “Venho de uma seqüência muito boa de torneios, jogando bem e confiante. O time masculino do Brasil está muito forte este ano. Acredito que temos praticamente os melhores jogadores do país na equipe. Estou confiante em um bom resultado tanto individualmente, quanto para a equipe”, declara Daniel Stapff, que estuda na Barry University, em Miami, na Flórida, EUA. Stapff disputa a liga de golfe universitária norte-americana National Collegiate Athletes Association (NCAA). 

“Eu joguei bem a Los Andes no ano passado, mas acho que agora, com mais experiência, posso jogar ainda melhor e trazer esse título para o Brasil”, completa Rafael Becker, bi-campeão brasileiro juvenil, que acabou de ingressar na Wichita State University, em Kansas, também nos EUA. Becker também disputa torneios pela liga universitária de golfe norte-americana, a NCAA.

“Na universidade eu treino preparo físico três vezes por semana, uma hora e meia por dia, e treino golfe seis vezes por semana, geralmente quatro horas por dia”, contabiliza Stapff. “Aqui na faculdade eu tenho quatro horas de treino físico por semana e mais 20 horas de treino prático. Isso sem contar os campeonatos”, faz coro Becker.

Por parte dos jogadores que residem no Brasil o clima também é de boa fase e preparação intensa. “Joguei a Los Andes no ano passado, no Uruguai, e tive o melhor desempenho da competição empatado com um argentino”, relembra Felipe Navarro (3º lugar no ranking nacional amador masculino). “Tenho treinado oito horas por dia, quatro dias por semana. Nos dias restantes eu jogo no campo”, destaca. “O time está muito bem integrado. Isto é fundamental em uma disputa por equipes”, enfatiza Ivo Leão, sexto colocado no ranking nacional amador masculino.

Como em toda disputa match play, é claro, não faltam estratégias e diferentes impressões por parte dos atletas. “O estilo do jogo muda. As vezes você precisa ser agressivo, outras mais conservador”, avalia Guilherme Oda, primeiro colocado no ranking nacional amador masculino. “Eu gosto muito de jogar match play por ser uma modalidade ainda mais estratégica e psicológica do que o stroke play. Você pode jogar em cima dos erros do seu adversário”, afirma Ivo Leão.

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Entre as damas, o clima da equipe feminina também é positivo. “Treinei o ano inteiro para me classificar para a Los Andes. Agora meu objetivo é ir para o torneio com o máximo de confiança possível. Quero voltar com um bom resultado para o Brasil”, destaca Clara Teixeira, primeira colocada no ranking nacional amador juvenil feminino. “Match play é outro jogo, é buraco a buraco. A estratégia muitas vezes é arriscar tudo em boa parte dos buracos. O jogo em dupla também necessita de muito entrosamento e integração entre os jogadores em campo”, completa.

“Minhas expectativas são boas. O grupo está bem formado. Estamos com uma equipe composta por jogadoras experientes. Isso dará mais confiança para o time”, afirma Nathalie Silva, terceira colocada no ranking nacional amador feminino, que hoje estuda na California Baptist University, em Riverside, na Califórnia, e disputa os torneios da liga NAIA, uma das mais importantes ligas universitárias de golfe nos EUA.

Na equipe feminina também entrarão em campo a catarinense Geandra Zimmer (na foto acima), primeira colocada no ranking nacional amador feminino; a paulista Cecília Kleinert, que atualmente também disputa os torneios da NCCA, nos EUA; e Livia Amado, que também joga nos EUA.

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