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Em meio às incertezas com a realização, Adilson da Silva mantém confiança sobre os Jogos Olímpicos de Tóquio

11 de fevereiro de 2021

A realização dos Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados de 2020 para 2021 por conta da pandemia, ainda é incerta. Fatores como o crescimento do número de casos de COVID-19 no Japão, vacinação em massa e a possível proibição ou redução da presença de torcida fazem os japoneses considerarem um novo adiamento ou até um cancelamento. Independente disso, o brasileiro Adilson da Silva mantém confiança sobre sua participação no maior evento multiesportivo do mundo. O brasileiro aparece atualmente na posição de número 361 no Ranking Mundial e conta com a retomada do circuito profissional sul-africano para conquistar sua vaga.

Restando menos de seis meses para os Jogos Olímpicos de Tóquio, a decisão do governo do Japão de estender o estado de emergência em várias regiões do país, incluindo a capital, levanta dúvidas sobre a realização do evento, marcado para julho. O sistema de saúde do país está saturado e pesquisas recentes apontam que grande parte dos japoneses é contra à realização da competição. Até o momento o Japão ainda não autorizou nenhuma vacina e só deverá começar a vacinar sua população no fim de fevereiro.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) avalia suas opções e não descarta nenhuma opção: Jogos com torcida reduzida, sem torcida ou até um eventual cancelamento, que por ora é negado. Vale lembrar que esta foi a primeira vez em mais de cem anos que os Jogos Olímpicos foram adiados. Desde a primeira edição na era moderna, 1896, foram três cancelamentos, todos em razão das Grandes Guerras Mundiais – foi assim com os Jogos de Berlim (1916), Tóquio (1940) e Londres (1944).

Partindo pelo princípio que os Jogos de Tóquio serão mesmo realizados neste ano, o Brasil tem até agora 180 vagas garantidas. O Comitê Olímpico do Brasil (COB) calcula que a delegação possa ter entre 270 e 300 atletas, e entre os que ainda buscam uma vaga está o golfista Adilson da Silva.

“Com certeza eu disputaria os Jogos de Tóquio, nem pensaria duas vezes. É uma competição fantástica, inexplicável representar meu país, um sonho”, afirma Adilson da Silva. “Eu só não iria caso eu ou algum dos meus filhos ou familiares estivessem muito doentes”, complementa.

Adilson conta com a volta dos torneios do Sunshine Tour para somar os pontos necessários para a vaga. A temporada seria retomada em fevereiro, mas sofreu um adiamento para o dia 5 de março, por conta da pandemia. Agora estão programados sete torneios até a conclusão da temporada. O Asian Tour, outro circuito que o brasileiro tem cartão para jogar, não tem previsão de retomar seu calendário.

“Estou me esforçando muito para fazer os pontos necessários para conquistar essa vaga, seria muito especial para minha carreira”, finaliza Adilson.

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